A fase de colheita acabou. Um pedaço do amor, a quem as distâncias não interessam, volta pra longe. A primavera chegará sem a menor dúvida, é o argumento, é quase uma oração. Sobreviveremos ao processo de saudade? Isso significa: nos encontraremos todos novamente? Esperamos que sim. Talvez o meu discurso seja outro, o vocabulário do pequenino maior, as experiências expandidas e esclarecedoras. Meu grande desejo é ver isso amadurecer. Os anos passarão em centímetros para alguns e em rugas para outros. Até o mais breve possível. E que o amor , esse desinteressado por barreiras físicas, esse que move o mundo, não nos esqueça jamais.
domingo, agosto 23, 2015
segunda-feira, agosto 17, 2015
Fernando Pessoa escreveu
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.
As cartas de amor, se há amor,

Têm de ser
Ridículas.
Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.
Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.
A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.
(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)
domingo, agosto 09, 2015
Se eu soubesse contar um conto
Em 2004, o Nelson me deu um livro que diante dos tumultos dos meses vindouros ficou esquecido num canto qualquer da estante. Caberia aqui a metonímia do Chico, mas não é do Neruda é do Garcia Marquez. Ontem, mais no clima de Olhos nos Olhos, o livro coube direitinho no meu banco de jardim, no solzinho depois do almoço. Enfim, achei no Como Contar um Conto, o Ladrão de Sábado. Queria tanto escrever bem assim. Como era de se esperar virei Ana, me apaixonei por Hugo e não vejo a hora de chegar o próximo final de semana. Acho que ler no sol faz mal.
quarta-feira, agosto 05, 2015
segunda-feira, dezembro 15, 2014
Intocáveis
Hoje na TV aberta passa Intocáveis, o filme francês que me indicaram em 2012, que passou no Festival Varilux e que eu assisti tempos depois. C'est magnifique mesmo! Não me interessa a bem cuidada trilha sonora, a sensibilidade do tema e até uma certa autenticidade de roteiro, mesmo e apesar do cliché "baseado em fatos reais". Hoje o bom mesmo seria uma conversa daquelas com quem me indicou o filme. "Sem noticias suas me desespero..." ja dizia Appolinaire. Saudades.
segunda-feira, novembro 17, 2014
Socorro
Não estou sentindo nada
Nem medo, nem calor, nem fogo
Não vai dar mais pra chorar
Nem pra rir
Socorro
Alguma alma, mesmo que penada
Me empreste suas penas
Já não sinto amor, nem dor
Já não sinto nada
Socorro, alguém me dê um coração
Que esse já não bate nem apanha
Por favor!
Uma emoção pequena, qualquer coisa!
Qualquer coisa que se sinta
Tem tantos sentimentos
Deve ter algum que sirva
Qualquer coisa que se sinta
Tem tantos sentimentos
Deve ter algum que sirva
Alguma rua que me dê sentido
Em qualquer cruzamento
Acostamento, encruzilhada
Socorro! Eu já não sinto nada
Socorro
Não estou sentindo nada (nada, nada)
Nem medo, nem calor, nem fogo
Nem vontade de chorar
Nem de rir
Socorro
Alguma alma mesmo que penada
Me empreste suas penas
Eu Já não sinto amor, nem dor
Já não sinto nada
Socorro, alguém me dê um coração
Que esse já não bate nem apanha
Por favor!
Uma emoção pequena, qualquer coisa!
Qualquer coisa que se sinta
Tem tantos sentimentos
Deve ter algum que sirva
Qualquer coisa que se sinta
Tem tantos sentimentos
Deve ter algum que sirva
domingo, novembro 16, 2014
Dance with me
Vai passar...
Talvez não amanhã, mas dentro de uma semana, um mês ou dois, quem sabe?
O verão está aí, haverá sol quase todos os dias, e sempre resta essa coisa chamada 'impulso vital'. Pois esse impulso às vezes cruel, porque não permite que nenhuma dor insista por muito tempo, te empurrará quem sabe para o sol, para o mar, para uma nova estrada qualquer e, de repente, no meio de uma frase ou de um movimento te surpreenderás pensando algo assim como 'estou contente outra vez."
Caio Fernando Abreu
Bode
Vontade de fazer o Atlântico a nado.
Meu coração tropical está coberto de neve,
mas ferve em seu cofre gelado,
a voz vibra e a mão escreve mar
bendita lâmina grave que fere a parede e traz
as febres loucas e breves que mancham o silêncio e o cais.
Roseirais, nova Granada de Espanha,
por você eu, teu corsário preso,
vou partir a geleira azul da solidão e buscar a mão do mar
me arrastar até o mar, procurar o mar.
Mesmo que eu mande em garrafas mensagens por todo o mar
meu coração tropical partirá esse gelo e irá
como as garrafas de náufrago e as rosas partindo o ar
nova Granada de Espanha e as rosas partindo o ar.
Vou partir a geleira azul da solidão e buscar a mão do mar
me arrastar até o mar, procurar o mar.
Mesmo que eu mande em garrafas mensagens por todo o mar
meu coração tropical partirá esse gelo e irá
como as garrafas de náufrago e as rosas partindo o ar
nova Granada de Espanha e as rosas partindo o ar.
Mesmo que eu mande em garrafas mensagens por todo o mar
meu coração tropical partirá esse gelo e irá.
It´s a heartache
Interestelar canoa furada
sábado, novembro 15, 2014
Não digo isso pra mim, já passei um pouco da fase, mas para as jovenzinhas ou as que se acham jovenzinhas e que sofrem a crueldade de ter que se encaixar em padrões impossíveis (e caros!) para agradar ou ser socialmente aceitáveis.É chato dizer isso, mas alguns homens são os responsáveis por essa corrida-helena-rubinstein. Homens gordos ou magros, horrorosos ou bonitões, de membros grandes ou pequenos, não importa: a maioria não se exige o mínimo de cuidado, mas da parceira ou da candidata um padrão perverso de "acabamento".
Enquanto isso, as essências de caráter sólido (é abrangente esse conceito e não se destina apenas à marginais), coração puro, honestidade e conteúdo são colocados em segundo plano. Nos anos 60 o soutien queimado, agora será preciso algum tipo de mobilização pra entender que de 50 a 100 mil genes dão resultados diferentes de bundas, narizes, e não se esqueçam: de "bilaus" também.
Vale a pena assistir. Abaixo os estereótipos - a aparência é apenas uma parte da nossa identidade. Muito sério, principalmente entre os adolescentes na era das redes sociais. Vamos beijar o espelho. #kissthemirror
quarta-feira, novembro 12, 2014
sábado, setembro 20, 2014
Acontecimentos...
O silêncio imuniza nossos amiguinhos, nossos namoradinhos, nossos ficantes, nossos casinhos, nossos maridinhos.
Não tenha raiva de homens, fale sobre eles.
Denuncie, mesmo que para as amigas, o que você foi capaz de ouvir.





