terça-feira, julho 31, 2007

Quem será ela? Quem será ele?

A Fulaninha tá sempre nas baladas. Num tem muito saco pra dançar e tal, mas gosta de boa música, de papear , de saber de tudo que tá rolando. Tinha um tempo que não saía, deu um tempo dos affairs instalados, dos ficantes ocasionais e um dia saiu prá mais uma noitada com os amigos, sem qualquer pretensão. Ela tava até meio de bode, a fim de beber alguma coisa, mas sem muita paciência pra ouvir abobrinhas. Encostou num canto da festa, acendeu um cigarro e cinco minutos depois tava um carinha lá. O Fulaninho jogou um papo, naquela onda de: tá sozinha? tem namorado? o que que você faz? sabia que você é linda? Quanto mais ele falava mais ela ficava entediada, mas aí sabe como é, né? Papo vai papo vem , eu não to fazendo nada, você também...rolou um beijo. Chiiii...rolou a química. A tal química que, se não rola de primeira caros amigos, pode esquecer. Grudaram-se como Claudinho e Buchecha, morango e chocolate, coca e cola. A noite passa e os catalizadores, sintetizadores e metabolizantes em plena ação. É quase de manhã e tá na hora de ir, a festa tá acabando. Fulaninha comete o engano e dá o número certo do celular. Ele imediatamente liga pro dela pra deixar o número registrado. Ele diz que vai ligar, ela sai sorrindo sem acreditar. Dois dias depois tá lá: fulaninho manda torpedo, um encontro quer marcar.

segunda-feira, julho 30, 2007

Ele disse adeus

Bergman foi jogar xadrez...distraiu-se com a lanterna mágica e perdeu....

A vida é assim...

Tudo acaba!

Palmas, palmas, palmas !!!!!

segunda-feira, julho 09, 2007

Ela disse adeus !


Se existe uma coisa que me deixa desconfortável é o adeus! Quando parte de mim então, parece que vou morrer. Começo a ter sintomas físicos: dificuldade de respirar, não tenho vontade de sair do lugar, só quero dormir. Nada me distrai ou motiva, tudo me emociona!!!! Por que é tão difícil dizer adeus?

sábado, julho 07, 2007

Fora Yankees !!!

Mas será o Benedito? Esse caras não aprendem mesmo! Não consigo entender como no século XXI esses caras ainda não perceberam a inconveniência da xenofobia! O mundo evolui tecnologicamente na velocidade da luz e esses caras ainda não perceberam que eles já eram! Vai ser superior lá em Washington, Miami Beach, no deserto do Oregon, na fronteira com o México, mas por favor, get out!

Um dos gerentes de imprensa do comitê olímpico americano foi fotografado pelo O Globo ao lado de um quadro branco onde ele escreveu: Welcome to the Congo! Na mesa em que está sentado um higienizador de ambientes.

No Brasil, eu acho que ainda é assim, não se passa de ano se não souber Geografia! Eu gostava, mas meus amigos que não gostavam tinham que aprender senão dançavam. Que coisa! Nossa capital ainda é Buenos Aires (melhor seria), a Amazônia não é território brasileiro e aqui se mora em árvore?

Desta forma, adoraria poder escrever para esse senhor o seguinte:

A mínima pesquisa é necessária pra que se faça uma viagem a outro país. O Congo fica no continente africano. Aqui existem muitos afro-descendentes, mas a cidade chama-se Rio de Janeiro e o país Brasil, senhor!

Aqui tá tudo muito complicado sabe? Violência, guerra do tráfico, corrupção, isso é difícil. O nosso presidente tem dado muitas mancadas, mas não diferente do seu, que aliás comete mancadas bem piores, com consequências que realmente ameaçam toda as formas de vida do planeta. O nosso menos, ferra a nós mesmos! Mas o senhor veio dos EUA para o Brasil, pra além de divulgar o que vos interessa: vencer, vencer, vencer,ser os melhores...também mostrar uma confraternização uma festa de união de povos . Piegas demais pra quem matou tanta gente na história recente.

Aqui, apesar de termos engolido a seco essa hegemonia norte-americana, temos cultura própria, uma identidade cultural forte, que o senhor vai ter oportunidade de sentir até o feliz dia em que pegar o seu avião de volta. Pelo que li o senhor sentia muito calor, mesmo estando no inverno do nosso país. Envolto a a uma vegetação que chama-se mata pluvial, subtropical, Atlântica. É úmida sabe? A temperatura onde o senhor está é em média 23 graus nesse período do ano, mas mesmo assim o senhor consome o ar-condicionado, dizendo que está com calor. Normal né? Nada de Kioto, vem lá do segundo em consumo de energia do planeta...consumo, consumo, consumo.

Tenho um Atlas magnifico aqui em casa, da época de colégio dos meus irmãos mais velhos, a capa azul está um pouco detonada, as informações obsoletas - existe o Estado da Guanabara e Tocantins não era estado ainda, mas isso é complicado pra explicar ao senhor. De toda forma, lá vai ser possível ver que Jacarepagua, sim o lugar aonde o senhor está, é bem longe dos nossos amigos do Congo. Tenho internet também, wikipédia, google earth ... Melhor, pesquise por aí, não posso convida-lo a minha casa, tenho dificuldade de lidar com pessoas arrogantes.

Esqueça e suma daqui!

PS: Isso não é xenofobia da minha parte é indignação mesmo!

quinta-feira, julho 05, 2007

Saudade das minhas lembranças

A cena me veio à cabeça. Estavamos eu , meu pai e minha mãe assistindo a um concerto numa cidade na fronteira do Rio Grande do Sul com Santa Catarina. Eu tinha 10 anos. Era um julho como esse, frio! Eu nem sabia que ia me apaixonar pelo Bandeira aos 20 anos.

Acordei com o som dessa música nos ouvidos, cantada por um menino, que eu não me lembro mais quem era.Como toda cantiga de roça ou de ninar, é simples, mas a melodia é lindíssima! A voz do menino está na minha cabeça, ele tinha uns 10 anos também.



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Azulão - Jaime Ovalle e Manoel Bandeira


G--------- Em----- C------- D7------ G ------Em
Vai Azulão, Azulão, companheiro, vai
--------Am ----------D7
Vai ver minha ingrata
G-------------- Em----- C--------- D7---- Dm6
Diz que sem ela o sertão não é mais sertão
E7 ----Am--- E7 --------A7 -----C -----D7--- G
Ai, voa Azulão, vai contar companheiro, vai...

terça-feira, julho 03, 2007

Janaína, moça simples, bem apessoada, totalmente encrencada, procurando um emprego. Será o seu primeiro e precisa de uma chance. É inteligente, responsável e sabe que conseguir trabalho está difícil.

Alguém disse: procura o Mateus, o português da oficina. Mateus tem uma oficina que faz balde, bacia, pá-de-lixo, tudo de plástico. As coisas por lá andam desorganizadas e o portuga está mesmo procurando uma funcionária. A candidata perfeita é Janaína , mora a duas quadras dali.

Janaína chegou na oficina e foi direto ao assunto. O Mateus olhou pra ela de cima pra baixo e de baixo pra cima. Concordou em fazer uma experiência. No dia seguinte estava lá Janaína, empregada.

Πρέβεζα - um presente de grego!



Não tem Zeus que dê jeito!


Esse post deveria ter origem em alguma máquina lá do outro lado do Atlântico, no Mar Mediterrâneo e tal... Apesar de que, originalmente, eu ainda estaria a essa hora sobrevoando o "oceanão", como digo sempre pro amor da minha vida (?!?!)!

Perdemos de novo, não o campeonato de Preveza, mas o campeonato de morar no Brasil, de trabalhar com arte, de lutar até o último minuto com humildade e tenacidade pras coisas darem certo!

Ano passado num cheguei a arrumar as malas, mesmo em cima da hora, porque teve a parada do meu irmão e uma notícia ruim se sobrepôs a outra, pior ainda! Esse ano não, tirei férias, a mala tá prontinha aqui na minha frente, money na carteira, passaporte e equipamentos empacotados!

Wednesday, July 4th, 2007
Overnight Temperature: 22°C
Clear.

segunda-feira, julho 02, 2007

Pediram a legenda...

Na seqüência:

Keith Emerson, Greg Lake, Mick Jagger e Robert Plant!

O que eles têm em comum? A nacionalidade, o gosto pela música, todos beldades juvenis...

Mas o tempo passa... congelem estas imagens!

Bye!

Desejos superficiais




Zodíaco - a segunda chance!

Eu disse que iria contar!

O filme é legal!
Pontilhadinho....
Isso não vai ser uma crítica, mas sim o olhar que coloquei no filme. Mais subjetiva impossível, mas meus amigos gostam da minha subjetividade. Então vamos lá: o ruim de você pensar que entende, querer entender e se aprofundar muito tecnicamente em alguma coisa é que você acaba por perder os melhores momentos, muitas vezes a emoção. Foi isso que aconteceu assistindo Zodíaco, fiquei prestando atenção no tempo do filme, na iluminação, na performance do "trio ternura" e num consegui gostar tanto assim... Essa questão do tempo não importa. É longo mesmo e daí? Eu não tive pressa em ver a história desvendada...até porque...
Queria mais, mas não porque o filme é ruim, isso não existe quando se analisa arte! Gosto não se discute!

Aproveito esse assunto pra lembrar que tinha uma mulher no ano de 1978 que cantava uma música que se chamava Zodiac. Ela falava de todos os signos ficava repetindo aquilo. E porque todo mundo que se esgota no exterior acaba no Brasil (imagine naquela época) esta cantora foi parar no Principado do Rio. Eu me lembro que meu avô estava no hospital e eu chorei muito pra minha mãe me levar no show dela. Saímos do hospital e o único consolo que tive foi passar em frente ao lugar onde ela ia se apresentar. Não sei o porquê de contar isso aqui... Ah sim, o nome do filme.

Beijos e hasta la vista babies!

domingo, julho 01, 2007

Desfocado

Onde está a medida para tanta força contrária?
Não há mais energia...
A fonte secou, o dia acabou, nada aconteceu.
Paro e penso.
Não houve alegria, só dúvidas
Quantos dias ainda serão assim?
Não há mais energia!
Há motivos muitos, porém fracos, cortados.
Como colar os pedaços?
Não há mesmo!

sábado, junho 30, 2007

Casamento do meu melhor amigo




Nós no casamento do Bruno, ainda inteiras.

Renata, Gabriela, Monica 1 e Monica 2.

sexta-feira, junho 01, 2007

Zodíaco

Mark Ruffalo, Robert Downey Jr. e o Jake num filme só? Eu preciso ver isso, mesmo que tenha lido que são 158 minutos de filme desnecessários. Depois eu conto!

Tênis e Frescobol


Rubem Alves

Depois de muito meditar sobre o assunto concluí que os casamentos [relacionamentos] são de dois tipos: há os casamentos do tipo tênis e há os casamentos do tipo frescobol. Os casamentos do tipo tênis são uma fonte de raiva e ressentimentos e terminam sempre mal. Os casamentos do tipo frescobol são uma fonte de alegria e têm a chance de ter vida longa.
Explico-me. Para começar, uma afirmação de Nietzche, com a qual concordo inteiramente. Dizia ele: "Ao pensar sobre a possibilidade do casamento cada um deveria se fazer a seguinte pergunta: 'Você crê que seria capaz de conversar com prazer com esta pessoa até sua velhice?' Tudo o mais no casamento é transitório, mas as relações que desafiam o tempo são aquelas construídas sobre a arte de conversar."
Scheherazade sabia disso. Sabia que os casamentos baseados nos prazeres da cama são sempre decapitados pela manhã, e terminam em separação, pois os prazeres do sexo se esgotam rapidamente, terminam na morte, como no filme O Império dos Sentidos. Por isso, quando o sexo já estava morto na cama, e o amor não mais se podia dizer através dele, ela o ressuscitava pela magia da palavra: começava uma longa conversa sem fim, que deveria durar mil e uma noites. O sultão se calava e escutava as suas palavras como se fossem música. A música dos sons ou da palavra - é a sexualidade sob a forma da eternidade: é o amor que ressuscita sempre, depois de morrer.
Há os carinhos que se fazem com o corpo e há os carinhos que se fazem com as palavras. E contrariamente ao que pensam os amantes inexperientes, fazer carinho com as palavras não é ficar repetindo o tempo todo: "Eu te amo...". Barthes advertia: "Passada a primeira confissão, 'eu te amo' não quer dizer mais nada."
É na conversa que o nosso verdadeiro corpo se mostra, não em sua nudez anatômica, mas em sua nudez poética. Recordo a sabedoria de Adélia Prado: "Erótica é a alma".
O tênis é um jogo feroz. O seu objetivo é derrotar o adversário. E a sua derrota se revela no seu erro: o outro foi incapaz de devolver a bola. Joga-se tênis para fazer o outro errar. O bom jogador é aquele que tem a exata noção do ponto fraco do seu adversário, e é justamente para aí que ele vai dirigir sua cortada - palavra muito sugestiva - que indica o seu objetivo sádico, que é o de cortar, interromper, derrotar. O prazer do tênis se encontra, portanto, justamente no momento em que o jogo não pode mais continuar porque o adversário foi colocado fora de jogo. Termina sempre com a alegria de um e a tristeza de outro.
O frescobol se parece muito com o tênis: dois jogadores, duas raquetes e uma bola. Só que, para o jogo ser bom, é preciso que nenhum dos dois perca. Se a bola veio meio torta, a gente sabe que não foi de propósito e faz o maior esforço do mundo para devolvê-la gostosa, no lugar certo, para que o outro possa pegá-la. Não existe adversário porque não há ninguém a ser derrotado. Aqui ou os dois ganham ou ninguém ganha. E ninguém fica feliz quando o outro erra - pois o que se deseja é que ninguém erre. O erro de um, no frescobol, é como ejaculação precoce: um acidente lamentável que não deveria ter acontecido, pois o gostoso mesmo é aquele ir e vir, ir e vir, ir e vir...
E o que errou pede desculpas, e o que provocou o erro se sente culpado. Mas não tem importância: começa-se de novo este delicioso jogo em que ninguém marca pontos...
A bola: são nossas fantasias, irrealidades, sonhos sob a forma de palavras. Conversar é ficar batendo sonho prá lá, sonho prá cá... Mas há casais que jogam com os sonhos como se jogassem tênis. Ficam à espera do momento certo para a cortada. Tênis é assim: recebe-se o sonho do outro para destruí-lo, arrebentá-lo, como bolha de sabão... O que se busca é ter razão e o que se ganha é o distanciamento. Aqui, quem ganha sempre perde.
Já no frescobol é diferente: o sonho do outro é um brinquedo que deve ser preservado, pois se sabe que, se é sonho, é coisa delicada, do coração. O bom ouvinte é aquele que, ao falar, abre espaços para que as bolhas de sabão do outro voem livres.
Bola vai, bola vem - cresce o amor... Ninguém ganha, para que os dois ganhem. E se deseja então que o outro viva sempre, eternamente, para que o jogo nunca tenha fim...

terça-feira, maio 29, 2007

Happy End


Só pra ficar tudo tranquilo, tudo em sintonia e equilíbrio:


Stay with me,
My love I hope you'll always be
Right here by my side if ever I need you
Oh my love

In your arms,
I feel so safe and so secure
Everyday is such a perfect day to spend
Alone with you

I will follow you will you follow me
All the days and nights that we know will be
I will stay with you will you stay with me
Just one single tear in each passing year

With the dark,
Oh I see so very clearly now
All my fears are drifting by me so slowly now

Fading away

I can say
The night is long but you are here
Close at hand, oh I'm better for the smile you give
And while I live

I will follow you will you follow me
All the days and nights that we know will be
I will stay with you will you stay with me
Just one single tear in each passing year there will be

I will follow you will you follow me
All the days and nights that we know will be
I will stay with you will you stay with me
Just one single tear in each passing year...

segunda-feira, maio 21, 2007

Devolva o Neruda que você me tomou e nunca leu!

POEMA 10

Nós perdemos também este crepúsculo,
Ninguém nos viu à tarde com as mãos unidas
Enquanto a noite azul caía sobre o mundo.

Vi de minha janela,
A festa do poente nos montes distantes

Às vezes, qual moeda,
Acendia-se um pouco de sol em minhas mãos.

Eu te recordava com a alma apertada
por essa tristeza que conheces em mim.

Então, onde estarias?
Junto a que gente?
Dizendo que palavras?
Por que me há de vir todo esse amor de um golpe
Quando me sinto triste e te sinto distante?

Caiu-me o livro que sempre se escolhe ao crepúsculo,
E como um cão ferido rolou-me os pés a capa.

Sempre, sempre te afastas pela tarde,
até onde o crepúsculo corre apagando estátuas

Fora de época...

Por razões que a razão desconhece e o coração (o que?) não tenta entender, abri uns cds de back-up aqui. Desenterrei isso aí de algum lugar, não sei porquê quero colocar isso aqui...

O ano de 2004 se foi. Nascemos longe da oralidade primária, somos da era em que os ritmos não são marcados apenas por ritos, mas por diversas convenções. Mais um ano então se passou. Dolorido esse ano... Os místicos ou os céticos, não há quem deixe de fazer o tal balanço, prós e contras de mais um ciclo.
2004 trouxe a prisão de Saddam, os filmes do Michael Moore, o cinema brasileiro cada vez melhor, o risco Brasil caindo, a morte do Brizola, do Fernando Sabino, do Marlon Brando, do Cartier-Bresson, do Arafat. As bebidinhas do Lula, o Zeca Pagodinho entrando de gaiato na briga das cervejas, as Olimpíadas de Atenas e o grego-herói, Waldomiro Diniz, o massacre da Escola Russa, os polêmicos avanços das pesquisas com células-tronco, a catástofre da Ásia e os 60 anos do Chico Buarque



?????????? Tô precisando de alguma coisa !!!!!

domingo, maio 20, 2007

Bem vindos ao deserto do mundo real !

O mundo real é feito de odores, gostos, imagens, toques!

Não é possível!
Deixe-me sair!

sexta-feira, maio 18, 2007

As flores do mal

Matilde era uma mulher simples, pacata, 32 anos, solteira, nem feia, nem bonita. Filha única, os pais já haviam morrido há anos, morava num apartamento de um conjunto habitacional em Miracema do Norte.

Todos os dias, de segunda a sábado, Matilde seguia para o trabalho de ônibus. Nos seus afazeres, como caixa de uma padaria no centro da cidade, não tinha muito tempo para pensar em sua própria vida, mas durante as viagens que fazia, entre o trabalho e a casa, a imaginação corria. Estava sempre com um livro nas mãos, os romances eram os preferidos.

Desde menina Matilde sonhava com o casamento, um homem amável, bonito e dedicado.
Não teve sorte, nenhum homem se aproximou dela da forma que gostaria. Alguns chegavam muito agressivamente, chamando-a para sair e já dizendo das intenções que tinham, outros eram tão tímidos , assim como ela, que a conversa não ia prá frente.

Um belo dia, entre o pagamento de uma média e um maço de cigarros, chegou um vaso de violetas com o seguinte bilhete: "Para enfeitar o seu dia, Matilde." Intrigada, não levou a sério já que não estava acostumada com galanteios, os seus sonhos jamais se realizariam. No dia seguinte, uma rosa, e no outro um ramo de crisântemos e depois margaridas, e todos com o mesmo bilhete. A esta altura Matilde já estava curiosa e ao mesmo tempo tensa com a situação: quem seria o seu admirador secreto?

O sábado chegou e Matilde não recebeu nenhuma flor. Quando já estava fechando o caixa, as oito da noite, aparece na frente dela um homem de aproximadamente 55 anos, moreno, alto, forte, bem vestido e com uma pinta na bochecha esquerda. Matilde ficou impressionada com a figura, mas ao mesmo tempo zangada, pois já havia fechado o dia.

O homem se aproximou e disse: “Boa noite, esses bombons são para você”. Vermelha como um pimentão, sorriu timidamente como quem agradecesse, já desconfiada que este seria seu admirador. O homem saiu sem nada mais dizer e Matilde trêmula, fechou a padaria.

Andou uns 500 metros e foi abordada novamente pelo homem dos bombons e das flores. Ele a segurou fortemente pelos braços e a beijou. Matilde se entregou ao beijo como se desmaiasse. O homem disse que há cinco anos olhava Matilde de longe sem conseguir chegar perto e que agora não poderia mais esperar. Matilde queria se desvencilhar do olhar e dos braços dele, mas não conseguia. Era a força do homem somada a força do momento, contra tudo que ela deveria fazer.

Rapidamente ele pediu que Matilde entrasse no carro, a intenção era conversar e deixá-la em casa. Matilde relutou , mas ele disse que nada temesse. Ele já a conhecia há cinco anos, não demoraria tanto a fazer algum mal se esta fosse a intenção. Matilde conformada entrou no carro e nunca mais foi vista.

quarta-feira, maio 16, 2007

Sobre o "jormalismo"

Desde que minha foto esteja na primeira página, não quero saber o que escreveram sobre mim na página 96. (Mick Jagger)

Sair na primeira página ou na página 30 depende do medo que eles têm de você. (Richard Nixon)